Mostrando postagens com marcador grampo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador grampo. Mostrar todas as postagens

2009-05-06

Itagiba pede indiciamento de quatro

Em sua eterna luta para livrar a cara de Daniel Dantas, o deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) pede o indiciamento dos investigadores da Abin e Polícia Federal, junto com o banqueiro condenado:

"Após criticar o que chamou de omissões e equívocos do relatório final da CPI do Grampo, o presidente da comissão, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), apresentou voto em separado e pediu o indiciamento dos principais personagens da Operação Satiagraha: o ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e atual adido policial em Portugal, Paulo Lacerda, o delegado afastado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, o ex-diretor adjunto da Abin José Milton Campana e o banqueiro dono do Opportunity, Daniel Dantas." (Fonte:Noblat)

2009-05-01

Gilmar Mendes: "CPI dos Grampos prestou um grande serviço ao país"

Diego Abreu escreve para o G1:

"O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, elogiou nesta quinta-feira (30) os trabalhos realizados pela CPI dos Grampos, da Câmara dos Deputados, cujo relatório final está sendo discutido nesta tarde.

Mendes afirmou que a CPI iluminou os abusos que vinham sendo praticados no país. “Independentemente do resultado quanto a indiciamento, a CPI prestou um grande serviço ao Brasil. Iluminou esse quadro de abusos que vinha sendo perpetrado e vinha sendo desenvolvido de forma sistemática”, destacou o presidente do STF durante entrevista coletiva no Senado.

Gilmar Mendes defende a aprovação de uma legislação rígida para o combate às escutas telefônicas ilegais realizadas no país. No ano passado, uma conversa telefônica entre ele e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) teria sido grampeada por ordem do delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, durante a Operação Satiagraha.

O relatório apresentado pelo relator da CPI, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), não incluiu os nomes do banqueiro Daniel Dantas, do delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz e do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) Paulo Lacerda entre as pessoas que terão o indiciamento pedido. Na quarta (29), porém, Pellegrino admitiu que poderá alterar o seu relatório para incluir o nome do banqueiro. " (Fonte: G1)


Infelizmente o jornalista Diego Abreu esqueceu de comentar que até hoje não foi encontrada uma única evidência de que o grampo sequer existiu -- quanto mais que tenha sido realizado a mando de Protógenes ou da ABIN.

Mais do que isso: depois de toda a contra-investigacão, CPI e auditoria interna, não se conseguiu encontrar uma única escuta telefônica que não tivesse autorizacão judicial.

A quem interessa a idéia de que existe um "quadro de abusos que vinha sendo perpetrado e vinha sendo desenvolvido de forma sistemática", vendida por Mendes e pela grande mídia?

Legislacão contra escutas telefônicas ilegais já existe, e quem as fez foi o banqueiro condenado Daniel Dantas -- que nem teria seu nome citado na CPI.

A quem interessa uma legislação rígida para o combate às escutas telefônicas realizadas dentro da lei?

2009-04-30

Relator da CPI dos Grampos recua e diz que deve recomendar indiciamento de Dantas

"O relator da CPI das Escutas Clandestinas da Câmara, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), deve recuar e sugerir o indiciamento do banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity, no relatório final da comissão. A reportagem não localizou o advogado Andrei Schmidt, que defende Dantas, para comentar o assunto.

No texto apresentado à CPI na semana passada, o petista poupou de indiciamentos os protagonistas da Operação Satiagraha, da Polícia Federal -entre eles o delegado Protógenes Queiroz, o ex-diretor geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Paulo Lacerda e Dantas.

Pellegrino disse, agora, ver indícios de que Dantas tenha realizado escutas clandestinas no país, por isso avalia sugerir o seu indiciamento por interceptações telefônicas ilegais." (Fonte:Blog do Nassif)

2009-04-24

Noblat: CPI livra Dantas e Protógenes

Destaque no blog do Noblat:

"CPI livra Dantas e Protógenes e só indicia sargento

Após meses de investigação em torno da Operação Satiagraha, o relatório final da CPI dos Grampos livrou de indiciamento os personagens centrais do caso: o banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity, o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz e o ex-diretor geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Paulo Lacerda." (Fonte: Noblat)


Como assim?

Ninguém foi capaz de mostrar um único grampo ilegal em toda a operação Satiagraha, de forma que Protógenes nunca deveria ter sido chamado à CPI.

O que motivou a chamada de Protógenes foi um factóide criado pela revista VEJA, com apoio de Gilmar Mendes -- ambos comprometidos com Daniel Dantas.

E Dantas? Ao que tudo indica (evidências da Kroll), este sim deveria ser condenado.

Mas Noblat continua em sua campanha para fazer parecer que Dantas e Protógenes são personagens semelhantes nessa história.

Na escolha de suas notícias e destaques, Noblat demonstra que escolheu um lado.

2009-04-20

Biscaia na CPI dos Grampos

Deputado Antonio Carlos Biscaia fala algumas verdades sobre a CPI dos Grampos e a estratégia de desacreditar a Polícia Federal e a Operação Satiagraha:

2009-04-17

José Dirceu: Um pacto pode livrar o país do abuso de autoridade

José Dirceu escreve no blog do Noblat:
"Um pacto pode livrar o país do abuso de autoridade

Temos insistido nos últimos meses sobre a necessidade de medidas legais e administrativas para impedir o abuso de poder de juízes, promotores e delegados. A insistência se justifica até para garantir e assegurar o papel do judiciário, particularmente do Ministério Público Federal (MPF) e da polícia judiciária da União, a Polícia Federal (PF).

A partir do uso indevido e ilegal de grampos telefônicos, algemas, do abuso de autoridade, da participação ilegal de juízes e de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) em investigações e inquéritos, juízes, promotores e delegados tem colocado em risco a luta contra o crime organizado e a corrupção.

Por mais que pareça o contrário e por mais que esses agentes públicos responsáveis pelas investigações neguem e defendam seus procedimentos ilegais, eles usam e abusam de meios indevidos escudados na máxima de que, na luta contra a corrupção, os fins justificam os meios.

O caso mais recente foi a operação Satyagraha, que deu origem a um enfrentamento entre a presidência da Corte Suprema do país e setores da magistratura, do MPF e da PF. A própria mídia que se beneficiou e abusou do vazamento de informações sigilosas e dos grampos ilegais, levantou-se contra e exigiu medidas para conter as arbitrariedades e os excessos da autoridade quando tornou-se vítima da ação policial ilegal." (Fonte: Blog do Noblat)


O que Dirceu não diz é que:

  • Uso indevido e ilegal de grampos telefônicos = Factóide
  • Questão das algemas = Factóide
  • Abuso de autoridade = Factóide
  • Participação ilegal de juízes e da ABIN = Factóide

Portanto, seria melhor dizer que:

"A partir de uma série de factóides criados por corruptos mancomunados à mídia, tem-se colocado em risco a luta contra o crime organizado e a corrupção".

E o título do artigo poderia dizer:

"Um pacto pode livrar os corruptos de qualquer punição".

2009-04-12

CPI dos Grampos não investiga grampos de Dantas

A CPI dos Grampos, que ataca com vigor os grampos legais efetuados pela Polícia Federal, até agora não fez nada a respeito das 250 caixas apreendidas na Kroll, cheias de informações sobre as atividades ilegais de Daniel Dantas -- incluindo grampos ilegais.

Por que será que a CPI dos Grampos investiga o delegado Protógenes mas não investiga Dantas?

"Acontece que no seu depoimento, Protógenes lembrou das 250 caixas do processo da Kroll.

A história dessas caixas começou quando a Brasil Telecom, logo que Dantas foi deposto, descobriu que ele pagara US$ 40 milhões a Kroll e não tinha um comprovante sequer na contabilidade. A BrT acionou a Kroll.

Na Justiça de Nova York, seus advogados pediram um “covery” ao Juiz. Equivale a uma busca e apreensão com um agravante: se não entregar tudo o que foi solicitado, e se descobrir mais tarde, vai todo mundo em cana.

A Kroll acabou entregando 250 caixas, coalhadas de comprovações das atividades ilegais de Dantas, com grampos e outras jogadas. Grampos ilegais - justamente o mote da CPI dos Grampos. Há de tudo, troca de emails entre ele e a Kroll, entre executivos do Opportunity, com informações variadas sobre privatização, sobre inimigos, sobre políticos.

Esse material - no qual a Kroll confessa ter feito trabalho ilegal para Dantas - está com muita gente, inclusive com a ABIN (Agência Brasileira da Inteligência). A maior parte do trabalho dos agentes da ABIN tem sido o de filtrar as escutas ilegais de Dantas.

Quando Protógenes menciona as caixas na CPI, como é que se faz? Não dá para esconder debaixo do tapete. (...)

Então é simples. Como essas caixas não estão cobertas por sigilo, basta a CPI solicitar. Em vez de rascunhos de trabalho, anotações não oficiais no computador do Protógenes, terá o mais rico material jamais juntado no país sobre espionagem e grampo ilegal: o próprio mapa da República do Grampo. (...)

Que tal, bravos escoteiros? Mãos à obra. É a hora de provar à opinião pública que o nobre objetivo de todos é combater o grampo clandestino. A bola está quicando na área com o gol vazio. É só chutar." (Fonte:Luis Nassif)

2009-04-09

CPI das Escutas quer indiciamento de Dantas e Protógenes

"O presidente da CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), confirmou nesta quinta-feira que pedirá, no fim dos trabalhos da comissão, o indiciamento do delegado Protógenes Queiroz, do ex-diretor da Abin, Paulo Lacerda, do banqueiro Daniel Dantas e do ex-diretor adjunto da Abin, Milton Campana.

O presidente, que até quarta-feira restringia a lista de indiciados aos membros da PF e da Abin, acrescentou o nome de Dantas após ter sido pressionado por parlamentares do PSOL que estão em defesa do Protógenes." (Fonte:JB Online)


Como é que é?

A CPI "das Escutas Telefônicas Clandestinas" vai pedir o indiciamento de Protógenes, sem que exista a menor evidência de uma escuta telefônica clandestina em toda a operação Satiagraha??

E só acrescentou o nome de Daniel Dantas "após ter sido pressionado por parlamentares do PSOL"???

Este mundo está de pernas para o ar.

Protógenes na CPI e o relatório do corregedor

O blog do Nassif hoje tem vários posts interessantes sobre o depoimento do Protógenes à CPI dos Grampos, e o relatório do
corregedor da PF:

2009-03-19

Entrevista com Protógenes (video)

Entrevista exclusiva ao UOL Notícias com o delegado Protógenes Queiroz.

2009-03-11

Jarbas e VEJA se desmentem

"Terra Magazine: Jarbas nega ter acusado PMDB de espioná-lo

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) negou em discurso nesta terça-feira ter dito que foi espionado a pedido de colegas de partido. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), encaminhou ontem à Procuradoria-geral da República e ao Ministério da Justiça solicitação de investigação da denúncia da suposta espionagem a Jarbas. As informações são da Agência Senado.

“Vossa Excelência procura, não sei com que objetivo, distorcer a matéria da Veja, e por consequência, minhas declarações ao afirmar que denunciei uma investigação contratada por integrantes do PMDB. Não fiz em momento algum essa declaração, não citei o partido, sua direção ou qualquer de seus integrantes, apesar de haver sido ameaçado publicamente por vários deles. Só acusaria alguém se possuísse provas”, disse Jarbas."


Aqui está a matéria (ou factóide?) da VEJA:



Normalmente os desmentidos vêm das vítimas de VEJA; desta vez, veio do cúmplice.

2009-03-10

AJUFE desmente a VEJA

"NOTA PÚBLICA -

A Associação dos Juízes Federais do Brasil – AJUFE, entidade de âmbito nacional da magistratura federal, vem a público esclarecer que não é verdadeira a afirmação contida em reportagem publicada na edição desta semana (2103) da revista “Veja”, sob o título “Sem Limites”, segundo a qual “[h]á uma vertente importante que deve ser apurada sobre a famosa Satiagraha - o consórcio formado entre a polícia, o Ministério Público e Justiça. As ilegalidades da operação podem acabar livrando da cadeia um vilão do calibre de Daniel Dantas. Por causa disso o juiz do caso, Fausto De Sanctis, está sob investigação da corregedoria da Justiça Federal”.

Não é verdade. O juiz Fausto De Sanctis não está sob investigação da corregedoria por suposto “consórcio” com a polícia e o Ministério Público. O Corregedor-Geral da Justiça Federal da Terceira Região investigou o juiz por supostamente ter-se recusado a fornecer informações ao tribunal acerca da existência de procedimento investigatório relativo ao banqueiro Daniel Valente Dantas, em habeas corpus impetrado em favor deste por seus advogados, bem como por suposto desrespeito a decisões do Supremo Tribunal Federal.

A AJUFE discorda veementemente da atitude do corregedor, que, por razões ainda não explicadas, tem tomado tais atitudes contra o magistrado, ainda que não tenha havido qualquer representação por parte de quem supostamente teria sido desrespeitado. Além disso, em todos esses casos o corregedor extrapolou sua atividade administrativa e tratou de matéria exclusivamente jurisdicional, o que é vedado pela lei.

A AJUFE patrocina a defesa do juiz Fausto De Sanctis e acredita firmemente na rejeição da proposição do corregedor pelo Órgão Especial do Tribunal Regional Federal da Terceira Região.

Portanto, a revista “Veja” errou ao fazer afirmação de que o juiz Fausto De Sanctis está sob investigação da Corregedoria da Justiça Federal por integrar um consórcio formado entre a polícia, o Ministério Público e Justiça (Operação Satiagraha). Isso não corresponde à verdade dos fatos.

Brasília, 10 de março de 2009.

Fernando Cesar Baptista de Mattos
Presidente da AJUFE"

A Reação de De Sanctis

O juiz Fausto de Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, responsável pelos processos da Operação Satiagraha, negou nesta segunda-feira, em nota, ter atuado em “corsórcio” com o Ministério Público Federal (MPF) e com a Polícia Federal, como apontou a última edição da revista Veja. Sanctis classificou as denúncias da reportagem como “imprecisas”:

"Em face das “afirmações” da Veja de que,

“há uma vertente importante que deve ser apurada sobre a famosa Satiagraha — o consórcio formado entre a Polícia, o Ministério Público e a Justiça. As ilegalidades da operação podem acabar livrando da cadeia um vilão do calibre de Daniel Dantas. Por causa disso, o juiz do caso, Fausto De Sanctis, está sob investigação da Corregedoria da Justiça Federal”.

O Juiz Fausto De Sanctis responde :

____________

Nota de esclarecimento à população

Diante da matéria intitulada “SEM LIMITES”, publicada pela VEJA, edição 2.103, de 11.03.2009, por sua imprecisão e diante dos
questionamentos da imprensa, cabe-me esclarecer:

1 — Abordagens multifacetadas de fatos supostamente conhecidos, com visão particular de seus editores, têm proporcionado esclarecimentos a opinião pública, notadamente quando não parte de conclusões preconcebidas;

2 — A riqueza de informações é salutar a democracia, mesmo quando reproduz fatos já noticiados, regime que dignifica o império da lei, que verdadeiramente iguala a todos, equipara;

3 — Se a independência do trabalho da mídia traduz-se num valor caro à sociedade, idêntica conclusão há de possuir a independência judicial consubstanciada num trabalho cauteloso, responsável e respeitoso entre as instituições;

4 — Este magistrado reafirma o seu compromisso de servir com isenção, equilíbrio e firmeza, sendo certo que informações da imprensa são relevantes, não mais importantes, porém, que as provas produzidas e existentes nos autos. Matéria jornalística não pode, s.mj., servir de lastro para conclusões judiciais, à exceção dos casos de crimes contra a honra ou de ações cíveis indenizatórias;

5 — Atendimentos a advogados são corriqueiros, e em percentual íntimo e raro, ao ministério público ou à polícia federal;

6 — Em momento algum este magistrado foi objeto ou está sendo objeto correcional por atuar em “consórcio” com esta ou aquela instituição ou parte;

7 — A investida de parte de setores da imprensa contra um magistrado que age com sua convicção e em questões que demandem interpretação puramente jurídica revela desmedida e injustificada interferência na atividade jurisdicional, não podendo dar causa a temor e terror infundados, inconsequentes e sem precedentes, que depõem contra a busca da verdade;

8 — A “ordem” democrática não pode significar vã afirmação em um de nossos queridos símbolos nacionais: a bandeira brasileira. Esta nota visa repudiar o que seria um indecoroso silêncio deste magistrado, que não aceitaria as palavras do hóspede e vilão Tartufo de Jean-Baptiste Molière, na comedia intitulada Tartuffe, ao dizer a Orgon: “a casa é minha: você é quem deve abandoná-la” (“La Maison est à moi, c´est à vous d´en sortir”), apesar das manifestações de solidariedade da
decepção que absorveu as pessoas e, em particular, parte da magistratura nacional.

FAUSTO MARTIN DE SANCTIS"

2009-03-09

Observatório da Imprensa: O país dos bisbilhoteiros

A imprensa começa a questionar a credibilidade da VEJA:

"Não há nada mais ruidoso no noticiário do fim de semana do que a reportagem de capa da revista Veja, na qual é revelada parte do conteúdo dos computadores apreendidos com o delegado federal Protógenes Queiroz, aquele que investigou atividades ilegais do banqueiro Daniel Dantas. No entanto, os jornais deram pouca repercussão ao assunto.

Com exceção do Estado de S.Paulo, que lhe dedicou uma página inteira no domingo (8/3) e outra página na segunda-feira (9), o resto da imprensa diária praticamente ignorou a notícia requentada.

O Estadão já havia publicado, em janeiro, parte do material vazado das investigações sobre as atividades do delegado. A reportagem de Veja, que fala da existência de uma "tenebrosa máquina de espionagem do Dr. Protógenes", é, na verdade, uma colcha de retalhos com trechos de gravações encontradas em poder do delegado, que induzem a acreditar que ele havia montado uma rede muito mais ampla de escutas do que aquela destinada a municiar a chamada Operação Satiagraha. No entanto, faltam conexões entre os dados e o único fio condutor são afirmações da própria revista, reforçadas por adjetivos fortes, como sempre.

Em nota publicada na segunda-feira (9), a Folha de S.Paulo dá a entender que pelo menos uma parte do material publicado por Veja não tem credibilidade.

Jogo a favor

A lógica dos jornalistas, que parece estar sendo seguida pela maior parte da imprensa, considera que, se a rede de escutas montada pelo delegado Protógenes era tão extensa como sugere a revista, ela também deverá conter muitas imprecisões e até invenções dos arapongas, como foi demonstrado em episódios anteriores.

Um detalhe que falta ao noticiário: se Protógenes pode ser denunciado por vazar informações, o mesmo pode ser dito sobre o delegado que o investiga, e que entregou o conteúdo do seu trabalho à revista Veja.

No mais, há também a notícia de que o senador Jarbas Vasconcelos vem sendo espionado a mando de gente do PMDB desde que resolveu atirar uma denúncia generalizada dentro do partido, o que abre novas pautas sobre o país da bisbilhotice.

Por fora do noticiário centralizado no delegado que investigou o banqueiro Daniel Dantas, convém registrar que o controlador do Banco Opportunity trocou o ruidoso advogado Nélio Machado por uma junta de profissionais mais discretos, dias antes da reportagem da Veja.

Não se pode afirmar que a revista esteja jogando a favor de Dantas, mas é claro que, quanto mais intensos os ataques ao delegado que o indiciou, também mais remotas são as possibilidades de que o banqueiro venha a ser condenado." (Fonte:Observatório da Imprensa)

2009-03-08

JBOnline: Investigações da PF sobre escuta no STF não comprovam espionagem

Enquanto a VEJA tenta armar um novo escândalo, nenhuma das investigações confirmam a existência do suposto grampo, que procurou transformar investigados em vítimas, e investigadores em investigados.

"BRASÍLIA - As investigações sobre a origem do suposto grampo no presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e no senador Demóstenes Torres (DEM-GO), caminham para o arquivo dos chamados casos insolúveis.

Encerrada esta semana, a CPI do Grampo deu o primeiro sinal de que será difícil provar que o grampo realmente tenha existido: o relatório final, do deputado Nelson Pellegrino (PT-BA) foi concluído com o indiciamento de personagens secundários e não contém uma linha apontando indícios de que Mendes e Torres tenham sido escutados. O presidente da CPI, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), em voto separado, vai propor o indiciamento de dois ex-dirigentes da Abin: delegado Paulo Lacerda e José Amilton Campana, o delegado Protógenes Queiroz, da Operação Satiagraha (acusados de mentir em depoimento) e o banqueiro Daniel Dantas, por espionagem.

Iniciadas há sete meses, as investigações da Polícia Federal também patinam e, se fossem concluídas hoje, o relatório do delegado William Morad indicaria que não é possível afirmar nem que houve o grampo. Durante todo esse tempo uma equipe de peritos federais analisou dezenas de equipamentos e registros eletrônicos, mas até agora não encontrou vestígios do grampo. O que pode ser comprovado com fartura de dados é que os sistemas telefônicos do Senado e do STF são frágeis e, portanto, alvos fáceis de espiões.

Não tivemos acesso ao áudio da conversa – diz o delegado William Morad. Ele explica que sem a gravação original é impossível sequer afirmar que Mendes e Torres foram vítimas da espionagem e muito menos que ela tenha partido de algum agente ou órgão público.

Tarefa inglória

A transcrição publicada na imprensa não configura uma prova técnica. O texto apenas indica que não há dúvida de que Mendes e Torres efetivamente travaram o inocente diálogo sobre a CPI da Pedofilia e os desdobramentos da Satiagraha, transcrito na reportagem, já que os dois confirmam o teor da conversa em depoimento. Mas para a polícia isso não basta. Se o áudio não aparecer ou - numa hipótese mais improvável ainda - não surgir uma confissão ou uma testemunha que esclareça o caso, a busca de uma prova se tornará uma tarefa inglória.

Autores da reportagem, os jornalistas Policarpo Júnior e Expedido Filho, de Veja, foram ouvidos na Polícia Federal. Alegaram o direito constitucional de garantir o sigilo da fonte e não quiseram confirmar nem se tiveram acesso ao áudio da conversa. O delegado disse queria apenas uma confirmação de que eles ouviram a gravação, mas não conseguiu demovê-los. A revista manteve a versão apresentada na reportagem: o grampo foi feito pela Abin e chegou aos repórteres pelas mãos de um servidor do órgão. Seria o mesmo agente que forneceu à revista uma extensa lista de autoridades que também teriam sido grampeadas no Executivo, Legislativo e Judiciário.

Logo depois da publicação, o ministro Gilmar Mendes suspendeu uma viagem que faria à África e anunciou que chamaria “às falas” o presidente Lula para pedir providências contra os arapongas empoleirados em órgãos públicos e reclamar do “Estado policialesco” representado, segundo ele, pelas ações da Polícia Federal. A história do grampo abalou a República e, por muito pouco, não agravou a crise institucional gerada pela Operação Satiagraha. O problema é que não há sequer um fragmento de prova de que o caso, divulgado como uma grande conspiração, tenha ocorrido.

Dois dias depois da bombástica reportagem, o delegado Paulo Lacerda foi derrubado da direção da Abin por pressão do ministro da Defesa, Nelson Jobim. O afastamento seria provisório, até que o caso fosse apurado em 60 dias. Em meio aos festejos do final do ano, no entanto, o presidente nomeou Lacerda adido policial em Portugal. Foi um claro sinal de que, mesmo se sentindo obrigado a agir politicamente para debelar uma crise gerada pela presença ostensiva da Abin na prisão do banqueiro Daniel Dantas, o governo não acreditava que Lacerda tivesse participação numa improvável espionagem envolvendo o STF como alvo.

Para a PF, o inquérito do grampo é como uma denúncia de homicídio sem cadáver. Apesar das dificuldades, o delegado William Morad diz que não descarta nenhuma versão e que, no final, apresentará suas conclusões no relatório. Mas o leque é grande e especula-se de tudo: do envolvimento de órgãos de segurança e inteligência (PF e Abin) a uma conspiração patrocinada por Dantas, ou que tudo não passa de uma prosaica armação de inspiração política com origem num gabinete do Senado." (Fonte: JBOnline)


Guardem este nome: Marcelo Itagiba. Ele foi o responsável por orquestrar, junto com Gilmar Mendes no Supremo, e a Revista VEJA na imprensa, a defesa de Daniel Dantas e ataque dos investigadores.

Leitores comentam a última da VEJA...

Obviamente, estes comentários não aparecerão na VEJA, mas numa reportagem da Folha Online, que continua a repercutir as peças de ficção publicadas no panfleto da Editora Abril.

"Mais um grampo sem audio???A mídia não só não repercute NADA a respeito da primeira armação do grampo falso do sr Gilmar Mendes/Demostenes/Veja,como ainda cria mais um factóide praticamente identico!!Nós leitores somos um pouquinho menos burros do que se pensa.Incrível como uma única operação da polícia está escancarando as relações mais podres desse país.A imprensa tem que mudar de rumo!! A internet há de engolir todos os veículos dessa mídia viciada!!Não existe imprensa sem credibilidade e credibilidade não existe mais!

---

A elite brasileira fétida e nausebunda se articulou e tenta subverter os fatos. Corruptores e corruptos se unem para descaracterizar o trabalho de Protógenes.

---

Vi com indignação as reportagens do Jornal Nacional e Jornal da Band a respeito do caso, eles quase gritaram para prender o Delegado Protógenes. Engraçado, que não vi a mesma veemência quando se tratava de bandidos verdadeiros, como Daniel Dantas. O que será que acontece com parte da imprensa brasileira? Será que eles são cegos ou pensam
que nós é que somos???

---

Resta saber agora se a Folha aceitará fazer parte de mais esta palhaçada da revista Veja.

---

Senhor Gilmar Dantas Mendes não vai querer apuração de como houve vazamento? Essa farsa da revista veja e dos jornais que repercutem, vai acabar com a respeitabilidade de TODOS os jornalões e revistas semanais.

---

Voces ainda perdem seus preciosos minutos publicando algo desse nivel? Nos, leitores, nao temos a menor duvida sobre a origem dessa farsa chamada Veja.

---

O caso do Daniel Dantas tomou o rumo que eles bem queriam, tudo deu certo como planejado..., o Protógenes foi afastado das investigações..., o Juiz Sanctis condenou o bandido, mas, nada aconteceu e o caso já está esquecido, e a quadrilha continua ativa mais ainda do que antes, pois, precisam recuperar tempo perdido, afinal, tempo é dinheiro..., todos soltos e ricos às custas da grana dos impostos..., e o gilmar e daniel dantas, pitta, nahas..., agradecem o silêncio repentino e apoio da imprensa..., num país onde a impunidade é certa e imperativa.

---

UM MINISTRO DIZER QUE "ESTAVAM TENTANDO DESMORALIZAR O SUPREMO", E EU PERGUNTO SR. MINISTRO: O QUÊ O SR. FEZ, EM LIBERAR UM BANDIDO COMO DANTAS É O QUÊ? A POLICIA FEDERAL FEZ A PARTE DELA E O SR. FEZ O QUÊ? O POVO BRASILEIRO NÃO ACREDITA NA JUSTIÇA, O SR. SABE POR QUÊ? EU SEI QUE PARA O SR. O POVO QUE SE EXPLODA, NÃO É MESMO? AS LEIS BRASILEIRAS SÃO SÓ PARA PRENDER LADRÃO DE GALINHA, OU EU ESTOU ERRADO? O BRASIL NÃO PRECISA DISSO SR. MINISTRO!!!!

---

O que choca a população é ver um policial querer trabalhar e ser considerado o bandido.

---

Todo brasileiro de bom senso e bem informado sabe que é o Sr. Dantas e sua turma, sabe quem é o Dr. Gilmar Mendes e seus discípulos, e sabem também que não há solução. O poder é grande, as influências são persistentes e nós ficaremos aqui sem ter o que fazer. Moralidade Zero, e nessa história toda o Dr. Protógenes é que será condenado.

---

O que todos já sabiamos, o Delegado Protógenes falou ontem..., "NUNCA EXISTIU GRAMPO NO stf", farsa essa montada e protagonizada pelo gilmar mendes, pelo digníssimo, nobríssimo, excelentíssimo senador demóstenes torres..., e arrematando a revista veja..., não se esqueçam que o Daniel Propina Dantas pagou R$ 18.000.000,00 a políticos e autoridades, junta-se essa falcatrua com os "HABEAS CORPUS" rápidos e sem burocracias, proibição de algemas, blindagem das escórias júdices,
proibição de grampos, tentativa de incriminar o Delegado e o Juiz, enfim..., juntaram-se senadores, deputados e o "stf" e fizeram de tudo para livrar a cara do generoso bandido.

---

A Polícia Federal e a respectiva Justiça (primeiro e segundo grau) trabalharam muito bem. O Supremo destoou... Infelizmente...

---

Temos que concordar quando se diz que nós brasileiros, sofremos de falta de memória. Quando surgiu o caso "Daniel Dantas" foi divulgado, e não dismentido, que o cidadão em questão teria oferecido, através de terceiro, propina ao delegado da Polícia Federal que estava a frente do inquérito com objetivo de facilitar sua defesa junto ao staf intermediário da Justiça porque não teria problema no STF. Quem preside o STF desde aquela época é o Ministro Gilmar Mendes. Explica-se?.

---

Vale lembrar Daniel Dantas não é suspeito, hoje ele é condenado da justiça! É bom que os jornalista passem a escrever a verdade sem factoides, pois estão a ajudar quem nos rouba e dando oportunidade para que a impunidade continue a vingar nesse país...

---

Fica-se boquiabero ao ver a PF preocupada em vistoriar o computador do Dr. Protógenes e Não o disco rígido do Sr. Daniel Dantas

---

Protógenes e sua equipe investigou e colheu provas irrefutáveis contra pessoas poderosas. Mas a quadrilha investigada com acesso direto ao poder político central , reagiu rapidamente e desprestigiou o delegado e a Operação Satiagraha fomentando CPIs, sindicâncias e principalmente bradando na mídia que a Protógenes grampeou irregularmente telefones, maculando as instituições democráticas e as pondo em perigo. Com isso a quadrilha virou vítima e os investigadores viraram réus!
Bela cartada de fato, pois grampear telefones para descobrir ação de criminosos e supostos criminosos que contribuem para a multiplicação de suas riquezas por meio da rapina e amesquinham o Brasil tornou-se a grande vergonha nacional, enquanto roubar enormes dividendos fato de menor importância!

---

SINCERAMENTE, depois de tudo que vou levantado pela Operação desenvolvida pela Policia Federal com o apoio da ABIN, depois de terem execrado o Delegado Protogenes e o Dr. Lacerda, depois de tanto furor na midia a respeito divulgando, informando, evidenciando os fatos mes resta uma perguna que não quer calar. O banqueirozinho é ou não é o elemento responsável pelos crimes, não, porque ao meu ver na minha infinita ignorancia, passa a impressão de que os criminosos são a ABIN e a Equipe do Delegado Protogenes." (Fonte:Folha Online)

2009-03-07

Você ouviu a última da VEJA?

O Nassif conta...

"1.Durante a semana, matérias falando da saída do Nélio Machado, que ficou sentidíssimo com o rompimento com o Dantas. E esta matéria agora, na Folha, dizendo que Dantas é monástico e vegetariano e que seu novo advogado quer vencer provando sua inocência e não descaracterizando a investigação. Como diriam as menininhas: hanhan.

2.Como prenúncio da jogada, as notinhas no Lauro Jardim sobre Luiz Gushiken e os fundos de pensão. Escrevi aqui que, óbvia como era, Veja estava aprontando algo. Difícil de adivinhar….

3.Aí sai essa matéria com o tal relatório da Polícia Federal sobre supostas escutas de Protógenes em cima de Lula, Dilma e ministros. Protógenes negou peremptoriamente ao Paulo Henrique que o material fosse verdadeiro. Se falso, houve armação de um dos dois ou de ambos: o corregedor da Polícia Federal e os setoristas de submundo da Veja.

Se verdadeiro, Protógenes se enrola, mas o vazamento comprova o conluio do corregedor com o órgão mais diretamente comprometido com Daniel Dantas. O delegado geral Luiz Fernando que conte a outro essa história de profissionalização da PF.

4.Na mesma edição, matéria dizendo que Jarbas Vasconcellos foi vítima de… grampo. Inacreditável!

5. Como o monástico Dantas agora só quer vencer pela força dos argumentos, é evidente que ele não tem nada a ver com a dupla Folha-Veja. Ele está regenerado, monástico.

6. Junto com as matérias da revista, com a sutileza de um boimate passeando pela avenida Paulista, a Carta ao Leitor com a explicitação da jogada: “Advertido sobre a gravidade das provas ali contidas, no entanto, do Rio de Janeiro o deputado Marcelo Itagiba, do PMDB, presidente da comissão, prometeu exigir a prorrogação dos trabalhos de investigação da CPI. Não seria a primeira vez que isso ocorreria. A prorrogação, se vier desta vez, prestará um grande serviço ao país, pois são de estarrecer as provas do descontrole a que chegou a operação de espionagem clandestina promovida pelo delegado Protógenes”.

E, para encerrar com chave de ouro, a auto-celebração do bom jornalismo praticado pela revista, a mesma que está envolvida em um provável ato criminoso de falsificação de grampos:

“Esse é o papel do jornalismo, garantir que os cidadãos saibam o que se faz em seu nome e com seu dinheiro, ser os olhos e os ouvidos da nação e, como resultado disso, um dos esteios da democracia“.

O que é de estarrecer (para usar um adjetivo caro aos seus diretores) não é nem a falta de escrúpulos. É o completo amadorismo dessas armações feitas em plena luz do dia, com o país inteiro assistindo.

Nem uma pessoa de vida monástica como Dantas poderia acreditar que seria tão fácil envolver uma revista no seu próprio suicídio editorial." (Fonte:Blog do Nassif)

2008-12-26

Terra: Investigação sobre grampo no STF fica para 2009

"A Polícia Federal começará 2009 com a pendência de não ter avançado nem um centímetro sobre as investigações em torno do grampo ilegal que captou um diálogo entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO)." (Fonte: Terra)


Infelizmente a matéria deixa de mencionar o óbvio: se a Polícia Federal não encontrou o grampo, é por que (talvez) não houvesse nada para ser encontrado! Pelo menos nada na Abin, que -- hoje sabemos -- não tem equipamentos necessários para realizar escutas.

Ainda assim, baseados na transcrição de um grampo que ninguém nunca ouviu, a revista VEJA e o ministro Gilmar Mendes lançaram uma série de factóides ("estado policialesco", "400 mil grampos", etc.) que tiveram como efeito desviar o foco do investigado Daniel Dantas, e lançando graves suspeitas contra os investigadores.

Para além de confirmar (mais uma vez!) que Daniel Dantas conta com apoio do ministro do Supremo, tal ação vai diretamente contra o princípio mais básico do Direito: cabe ao acusador o ônus da prova.

"Como se procede em ambientes democráticos, seguindo os rituais do Direito? Solicita-se a quem acusou que apresente provas e evidências que corroborem sua acusação. Depois, procede-se a uma investigação policial, em que todas as partes são ouvidas. A partir daí, há elementos para comprovar (ou não) as acusações.

Gilmar diz que, como vítima, não cabe a ele provar nada. Ora, como acusador, cabe a ele mostrar as provas em que se baseou, sim. É tão óbvio que me causa constrangimento dizer isso a um doutor em direito, grande constitucionalista e presidente do Supremo." (Fonte: Luis Nassif)

Mais uma vez fica claro que, para defender os direitos individuais de Daniel Dantas, o ministro Gilmar Mendes atropela as noções mais básicas do Direito.

2008-12-24

Ainda sobre o grampo de Gilmar Mendes

Baseados em uma transcrição de um grampo que ninguém nunca ouviu, VEJA e Gilmar Mendes acusaram a Abin de ter grampeado o Supremo.

Vamos assumir por um instante que realmente existiu uma gravação. Ela não poderia ter sido feita por qualquer um?

Ainda assim, a revista VEJA e o ministro Gilmar Mendes decidiram usar este factóide para atacar a Abin, desviando o foco do investigado Daniel Dantas, e lançando graves suspeitas contra os investigadores.

"Como se procede em ambientes democráticos, seguindo os rituais do Direito? Solicita-se a quem acusou que apresente provas e evidências que corroborem sua acusação. Depois, procede-se a uma investigação policial, em que todas as partes são ouvidas. A partir daí, há elementos para comprovar (ou não) as acusações.

Gilmar diz que, como vítima, não cabe a ele provar nada. Ora, como acusador, cabe a ele mostrar as provas em que se baseou, sim. É tão óbvio que me causa constrangimento dizer isso a um doutor em direito, grande constitucionalista e presidente do Supremo. (...)

Ora, não era assim no AI-5, quando se apontava um “subversivo” e se abria mão de qualquer procedimento jurídico? Em uma de suas entrevistas Gilmar alegou que, graças ao episódio, colocou-se um basta na ação arbitrária de policiais. Como Gilmar pode invocar um ato arbitrário - a acusação sem provas - em defesa de direitos democráticos? Para combater a política de os fins justificam os meios, ele recorre ao mesmo procedimento?

Tudo isso, por si, seria lastimável. Tem o agravante de, na ponta do arbítrio haver um presidente do Supremo; na ponta beneficiária, um esquema barra pesada, flagrado na prática de suborno." (Fonte:Luis Nassif)

2008-12-21

Reinaldo Azevedo: "Quem disse que só o áudio prova a escuta?"

Reinaldo Azevedo insiste na tese de que o grampo realmente existiu:

"Coisa linda! Na prática, A Abin pediu à Abin que investigasse se a Abin havia feito ou não uma escuta. E a Abin concluiu que a Abin é inocente para o bem da Abin. Não obstante, a transcrição do grampo da conversa entre o presidente do STF, Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-MT) prova o contrário. Aí a canalhada e jornalistas cuja dieta obviamente está carente de carboidratos, proteínas e lipídios gritam: 'Cadê o áudio?' Quem disse que só o áudio prova a escuta? (...) A investigação do GSI é ridícula. Já a gritaria que a canalhada tentou fazer para negar a escuta — PROVADA E COMPROVADA — é coisa da escória de aluguel ou de neurônios famélicos." (Fonte:Reinaldo Azevedo)


É curioso observar como Reinaldo Azevedo e a VEJA são ferozes em atacar a Abin e a Polícia Federal, que investigavam Daniel Dantas, ao mesmo tempo em que poupam o Ministro Gilmar Mendes, suspeito de oferecer facilidades para o banqueiro.

Contra Gilmar Mendes poderíamos dizer que existem evidências no mínimo mais sólidas do que aquelas do grampo: primeiro, uma gravação de um assessor de Dantas, dizendo que no Supremo estava tudo arranjado; em seguida, os dois habeas corpus para soltar o banqueiro; finalmente, o factóide do grampo, realizada com o apoio da VEJA.

E quando Reinaldo Azevedo teve a oportunidade de entrevistar Gilmar Mendes, no programa Roda Viva, usou todo o seu tempo em favor do entrevistado.

A atuação foi tão descarada que obrigou o ombudsman da TV Cultura, Ernesto Rodrigues, a fazer uma grave reflexão sobre a escolha dos entrevistadores do programa.

E agora Rodrigues tem que aguentar a fúria e os chiliques do blogueiro...

Reinaldo Azevedo: porque é que você não usa toda essa energia para questionar Gilmar Mendes???