2009-11-02

7 Principios basicos para dados governamentais

Para que os dados governamentais possam ser considerados livres, eles precisam ser:

1. Completos

Todos os dados publicos nao confidenciais devem ser disponibilizados.

2. Primarios

Dados devem ser coletados na fonte, com a mais fina granularidade possivel.

3. Atuais

Dados devem ser disponibilizados tao rapidamente quanto possivel, para preservar o valor da informacao.

4. Passiveis de processamento

Dados devem estar estruturados de maneira a possibilitar o processamento automatizado.

5. Nao-proprietarios

Dados devem estar disponiveis em um formato sobre o qual nenhuma organizacao tenha controle exclusivo.

6. Nao-discriminatorios

Dados devem estar disponiveis para todos, para qualquer finalidade, sem necessidade de registro.

7. Sob dominio publico

Dados devem estar disponiveis sob o dominio publico, livres de copyright e patentes.


Adaptado de: OpenGovData.org

2009-09-20

A importância da auditoria independente do software nas urnas eletrônicas

"O Brasil já foi pioneiro em tecnologia eleitoral. Porém, passados 13 anos da chegada das urnas eletrônicas, estamos ficando para trás.

Nossas urnas eletrônicas foram rejeitadas por mais de 50 países que vieram conhecê-las porque não oferece uma forma de conferir seu resultado de forma efetiva e simples.

O Art. 5º da minirreforma eleitoral, já aprovado pelo Congresso e pendente apenas de sanção presidencial, alinha o Brasil com todos os demais países que estão modernizando suas eleições pela adoção do moderno conceito de Auditoria Independente do Software das Urnas Eletrônicas.

Este conceito foi proposto pelo mesmo inventor da técnica de Assinatura Digital, Ph.D. Ronald Rivest, depois que compreendeu que só a assinatura digital não consegue garantir a integridade do resultado de urnas eletrônicas.

A Auditoria Independente do Software se dá por meio da recontagem do Voto Impresso Conferido Pelo Eleitor em 2% das urnas eletrônicas sorteadas ao final.

A Auditoria Independente do Software cria uma forte defesa do eleitor contra fraudes internas no software das urnas eletrônicas, o que não ocorre com as atuais formas existentes de auditoria como assinaturas digitais, registros digitais do voto, testes de invasão externa e biometria do eleitor.

A Auditoria Independente do Software já foi ou está sendo adotada como padrão exigido em países como: EUA, Alemanha, Holanda, Reino Unido e, na América Latina, na Venezuela, na Argentina e no México.

Ninguém mais aceita máquinas eletrônicas de votar sem materialização do voto e sem auditoria independente." (Fonte: Jus Navigandi)

Publicação pós-Mídia

Excelente artigo de Paul Graham, sobre o declínio da venda de "conteúdo": na verdade, as empresas tradicionais nunca venderam conteúdo, mas mídia (papel, cds, etc).

"Publicações de todos os tipos, de notícias a música, reclamam que consumidores não querem mais pagar por conteúdo. Pelo menos é assim que eles vêem a questão.

O fato é que os consumidores nunca pagaram por conteúdo, e publicações não estavam vendendo isso.

Economicamente, a mídia impressa estava no negócio de vender papel. (NT: assim como a indústria fonográfica estava no negócio de vender discos de plástico.)

A algum tempo atrás eu encontrei um amigo em um Café. Eu levava comigo uma cópia do New York Times, que eu ainda compro ocasionalmente nos fins de semana. Ao ir embora, ofereci o jornal a ele, como já havia feito inúmeras vezes em situacões semelhantes. Mas dessa vez algo novo aconteceu. Senti aquela sensação estranha que você tem ao oferecer algo sem valor para alguém. 'Você quer, hmm... uma cópia impressa das notícias de ontem?' eu perguntei. Ele recusou.

Agora que a mídia está evaporando, publicações não tem mais nada para vender. Alguns parecem acreditar que eles irão vender conteúdo - que eles sempre estiveram nesse negócio. Mas eles não estavam." (Fonte: Paul Graham)

2009-08-26

Apps for America: três finalistas para prêmio de $25 mil

Saiu no Slashdot:

"Sunlight Labs has announced three finalists for its $25,000 Apps for America 2 competition. Forty-seven apps were submitted, each relying on Data.gov and providing a useful spin on government data. This We Know compiles federal information on a local level; govpulse is a searchable version of the Federal Register; and DataMasher allows simple mashups of government data sets. Voting is now open to determine the winner in the contest."


A idéia é boa, e poderia ser copiada pelo governo brasileiro: instituir um prêmio para softwares livres que possam ajudar a gestão pública.

Fica a sugestão de nome para o concurso: Software Livre pelo Brasil. Todos os softwares selecionados poderiam ser disponibilizados no Portal do Software Público Brasileiro.

2009-08-14

Noblat: Ou Lina recua ou Dilma fica encrencada

Vocês se lembram como Noblat era cuidadoso ao falar dos "supostos" crimes cometidos por Daniel Dantas, e tão rápido em condenar Protógenes Queiroz?

Veja mais um exemplo mais recente:

"Se o palácio nada diz é porque houve o encontro, é óbvio.

Se houve, Dilma mentiu ao negá-lo.

Se mentiu será muito fácil até para os mais ingênuos acreditar no resto da história contada por Lina." (Fonte: Blog do Noblat)


Bem diferente do tratamento dado ao banqueiro condenado Daniel Dantas.

Por quê, Noblat?

2009-08-09

Reductio ad Hitlerum

Há alguns dias critiquei a postura de uma parte da blogosfera brasileira, que parece insistir no "reductio ad neoliberatium" para atacar qualquer idéia proposta por seus adversários. Hoje, o Vi o Mundo conseguiu ir um passo além:

"HITLER BANIU O FUMO EM LUGARES PÚBLICOS"


Ou seja: o famoso "reductio ad hitlerum", que eu também citei no post anterior.

Aproveito para lembrar a Lei de Godwin, segundo a qual, quando alguém apela para uma comparação com Hitler ou com os nazistas, podemos dar a discussão como encerrada -- pois os melhores argumentos já foram descartados faz tempo.

É uma pena que a discussão política se faça de forma tão mesquinha.

2009-08-08

OpenCast Project - uma plataforma livre para a educação

"The Opencast community is collaboration of individuals, higher education institutions and organizations working together to explore, develop, define and document best practices and technologies for management of audiovisual content in academia. Through the mailing list, website and collaboration among its members, the community offers guidance and information to help others choose the best approach for the delivery and usage of rich media online." (Fonte: OpenCast Project)


Existem muitas universidades envolvidas ao redor do mundo, entre as quais:

- Massachusetts Institute of Technology
- Oxford University
- Stanford School of Medicine
- University of California Berkeley

http://www.opencastproject.org/institutions

Infelizmente não vejo nenhuma universidade brasileira. Onde estão a USP, a UNICAMP e a UNIFESP???

2009-08-02

Zé (Alencar) e Zé (Sarney)

Bom artigo de Ricardo Kotscho sobre a história de dois políticos:

"Zé Alencar tornou-se um político incontestável. Se tivesse dez anos a menos e boa saúde, seria o sucessor natural de Lula na presidência. Zé Sarney, no final da carreira política, tornou-se um político indefensável, sem futuro, ameaçado de jogar pela janela o seu importante papel na redemocratização do país.

As imagens de Zé Alencar entrando e saindo altivo do hospital, forte e sorridente, vendendo esperança, e a de Zé Sarney aflito, entrando e saindo do Senado cercado de seguranças, resumem a história e o destino de cada um.

Ninguém precisava dizer mais nada. Basta olhar as expressôes de um e de outro. Qualquer que seja o desfecho da história dos dois, Zé Alencar, que ficou rico como empresário de sucesso antes de entrar para a política, é um vencedor. Zé Sarney, que não fez outra coisa na vida e ficou rico na política, por abusar do poder, escolheu o papel de perdedor." (Fonte: Balaio do Kotscho)

Reductio ad Neoliberatium

Eu gosto muito do blog do Azenha, e você certamente encontrará muitas referências a ele aqui neste blog. Mas, às vezes, ele exagera.

Da mesma forma como a VEJA é considerada por muitos como um panfleto neocon, o blog do Azenha, às vezes apela para estratégia similares, em sentido contrário -- qualquer argumento vale para atacar seus adversários.

Vejamos um exemplo de texto selecionado por Azenha para seu blog:

"Tive ocasião de discutir com [FHC] o significado da frase ["a esquerda é burra"]. Discordava do seu sentido mais óbvio e intrigava-me a sua arrogância. Para FHC a frase tinha vários significados: a esquerda ainda não entendera que o neoliberalismo era a única solução para a economia mundial e a melhor garantia contra as propaladas crises do capitalismo; o principal líder da esquerda, Inácio Lula da Silva, era um operário ignorante e sem preparação para governar o país; a esquerda estava minada pelo fraccionismo e nunca se uniria (ao contrário da direita) para assumir o poder." (Fonte: Boaventura de Sousa Santos, no Blog do Azenha)


Esta descrição do diálogo parece-me absolutamente fake.

Não consigo imaginar FHC afirmando que o "neoliberalismo era a única solução para a economia mundial". Por mais que discordemos de FHC, dizer que "x é a única solução para y" não combina com sua forma de falar. A realidade é mais complexa do que isso.

Tudo isso revela uma das falácias mais usadas na blogosfera de esquerda: o "reductio ad neoliberatium", ou seja, reduzir o discurso do seu oponente a uma apologia ao neoliberalismo, e, assim, condená-lo.

O "reductio ad neoliberatium" tem uma versão tipicamente brasileira, que é o "reductio ad tucanatum" -- que consiste em acusar seu adversário de tucano, e, portanto, neoliberal, e, portanto, mal intencionado.

E ambas falácias são variações do "reductio ad hitlerum" -- uma falácia que geralmente assume a seguinte forma:

"Se Hitler (ou os nazistas) apoiaram X, então X deve ser maligno/indesejável/ruim".

Ainda de acordo com a Wikipedia "O argumento carrega um forte peso emocional e retórico, uma vez que em muitas culturas qualquer relação com Hitler ou nazistas é automaticamente condenada. A tática é muitas vezes utilizada para desqualificar argumentos ou mesmo utilizada quando não há mais argumentos, e tende a produzir efeitos mais agressivos do que racionais nas respostas, desviando o foco do oponente".

Todas estas falácias são uma mistura de "argumento ad hominem, que consiste em atacar o adversário ao invés de suas idéias; e da "Falácia do espantalho", que consiste em criar uma versão caricatural das idéias de seu adversário (o espantalho), e atacar esta versão, ao invés das idéias originais.

Por volta de 1990, o advogado norte-americano Mike Godwin fez uma afirmação que tornou-se conhecida como "Lei de Godwin":

"À medida que uma discussão na Usenet cresce, a probabilidade de surgir uma comparação envolvendo Hitler ou nazistas aproxima-se de 1".

Ou seja: quanto mais avança a discussão, maior a probabilidade de que alguém use o "reductio ad hitlerum".

Uma antiga tradição da usenet estabelece que, uma vez uma destas comparações seja feita, a discussão deve ser imediatamente finalizada e a pessoa que citou o nazismo automaticamente "perde" o debate, seja ele qual for.

Da mesma forma, podemos dizer que:

"À medida que uma discussão política se desenvolve, a probabilidade de alguém usar um 'reductio ad neoliberatium' ou 'reductio ad tucanatum' aproxima-se de 1".

2009-08-01

Lula diz que vai importar computador para escolas se preço não baixar

"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou, nesta sexta-feira, que os fabricantes nacionais de computadores tenham preços "mais acessíveis" para a implementação da internet nas escolas públicas do país. Lula disse que se for preciso vai importar alguns equipamentos.

"Queremos combinar preço e qualidade. Se a indústria nacional não fizer um preço acessível, vamos ter que importar alguns computadores", afirmou Lula, que participou da solenidade de entrega de 6.000 computadores a alunos da rede de ensino de Piraí, no interior do Rio.

Lula reclamou da burocracia para licitar a compra de computadores para as escolas. O plano do governo é colocar até o fim de 2010 computadores com internet banda larga em 55 mil escolas." (Fonte: Blog do Azenha)

2009-07-28

A Farra da Microsoft em São Paulo

Enquanto o mundo todo caminha para o software livre, o Estado de São Paulo garante a venda de licenças para a Microsoft:

"Veja só que horror está acontecendo na Educação de Sp e a compra desenfreada de softwares Microsoft pela FDE em licitações pra lá de estranhas. Será que aquilo tudo é necessário pra fazer funcionar a educação? Quase cem milhões em software de que? Não teria outra opção no gov. Serra?" (Fonte: Blog do Nassif)


É claro que teria opção. OpenOffice no lugar de Office; Linux no lugar de Windows. Nem que fosse para ganhar poder de barganha, na hora de negociar com a Microsoft. Mas parece que o Governo do Estado de São Paulo não tinha como objetivo obter o maior preço...

"Não é moleza montar um parque temático da Microsoft como faz tão bem o Estado de SP em suas dependências. Obedecendo a regra para nós somente o melhor, o mais caro, mais complicado a FDE exige o tal enigmático certificado Advanced Infraestructure (sic) Solutions – num Inglês de novela das seis. Muito "difícil" obter o título. Mais difícil ainda é saber quem são as empresas certificadas e "escolher" uma entre milhares. (...)

Detalhe: quem certifica as empresas é a própria Microsoft e, portanto, ela é quem na prática indica qual será a empresa com "competência para implantar e fazer a manutenção de seu software".

Quanto ao CRM Dynamics Microsoft, o Estado já o tinha, de fato; portanto não era uma promessa vã. Para realizar a façanha do call center, idealizado desde meados de 2008, a FDE resolveu comprar software aos borbotões e muito específicos, da eterna Microsoft. (...)

Os CRM (Dyn Crm Pro Svr All Lng Lic/Sa Pack Mvl e Dyn Crm Pro Svr All Lng Lic/Sa Pack Mvl 5 Clt) vieram em meio a uma paulada de outros programas, conforme o Edital, assinado por João Thiago de Oliveira Poço (Diretor de Tecnologia da Informação), e Magda Moura Motta Nieto (Gerente de Sistemas de Informação). (...)

Não vemos em DO o valor da negociação, nem aproximado, já que a empresa "ganha" por software instalado. Por outro lado, no site Pregão temos que o Valor Total (geral) Negociado é de R$ 2.796.848,34 – mas isto não é verídico. No site Pregão as quantidades são diversas das que aparecem em DO e no Edital, pois no Pregão são consideradas as quantidades mínimas, no DO as quantidades máximas – o correto. Portanto o valor do negócio no site Pregão não pode ser aquele que consta. Antes fosse."


Continue lendo o artigo completo no NaMaria News.

Isso é jornalismo investigativo.

O papel e a web

"A leitura dos comentários postados nas áreas de debates de blogs e sites noticiosos, inclusive neste Observatório, pode induzir o observador a concluir que o Brasil está dividido em dois grupos políticos radicais, irredutíveis e inconciliáveis.

Um deles apóia incondicionalmente o presidente da República, mesmo quando ele defende o indefensável presidente do Senado, odeia o presidente do Supremo Tribunal Federal e acha que a imprensa não merece confiança.

O outro grupo condena liminarmente tudo que diz ou faz o presidente da República, independentemente de seus recordes de popularidade e seus indicadores de acertos, tem o presidente do STF em alta conta e parece acreditar em tudo que a imprensa publica. (...)

A leitura dos jornais e revistas dá a impressão de que o Brasil se caracteriza por uma opinião majoritária e claramente oposicionista. As seções de cartas dos leitores, se fossem tomadas como referência da opinião pública, revelariam um cenário absolutamente oposto ao que demonstram as pesquisas.

Articulistas, colunistas, entrevistados e humoristas em geral que têm espaço garantido na mídia tradicional alinham-se quase absolutamente de um lado dessa linha divisória, o que faz a imprensa parecer um linguado, aquele peixe que tem os dois olhos de um lado só.

Quem quiser conhecer o outro lado tem que acessar a internet. O Brasil de verdade não está no papel." (Fonte: Observatório da Imprensa)

2009-07-27

50 softwares livres que estão transformando a Educação

Bom artigo do Datamation, contendo uma lista de 50 softwares livres para a Educação, entre os quais:

  • OpenSIS ("Open Source Student Information System") - sistema de informação para escolas

  • OpenBiblio - sistema de informação para bibliotecas

  • Moodle - ensino à distância

  • eduCommons - sistema de gestão de material didático livre

  • TCExam - sistema de provas eletrônicas ("e-exames")



E você? Conhece outros bons softwares livres voltados à educação?

2009-07-26

Seja mídia!

Até poucos anos atrás, a mídia tradicional era o quarto poder inquestionável.

Era responsável por criar e destruir reputações, e não havia maneira de responder à altura contra os ataques recebidos.

Hoje, temos uma blogosfera ativa, movida por indivíduos e até mesmo empresas interessados em mostrar "o outro lado" -- tudo aquilo que não é mostrado na imprensa tradicional.

No Brasil, o jornalista Luis Nassif foi o primeiro a expor, de forma organizada e sistemática, a degradação de um veículo de comunicação: a revista VEJA.

Muitas das hipóteses descritas por Nassif, sobre a atuação suspeita da revista em anos anteriores, puderam ser comprovadas na prática durante a cobertura da Operação Satiagraha.

Neste episódio pudemos perceber como a VEJA se dedicou em lançar factóides para desacreditar o trabalho da Polícia Federal, ao mesmo tempo em que buscava proteger o banqueiro Daniel Dantas. A situação chegou ao limite do ridículo quando, na edição retrospectiva de 2008, a revista VEJA dedicou uma página para esculhambar o delegado Protógenes Queiroz, e nem uma única página contra o banqueiro investigado.

Foram lançadas inúmeras cortinas de fumaça, todas elas desmontadas rapidamente pela blogosfera. E os fatos, passados de email para email, exerceram pressão suficiente para que o banqueiro fosse condenado.

O fenômeno da degradação da mídia continua.

Mas você pode ajudar a construir uma mídia independente. Escreva um blog. Filtre e publique notícias relevantes. Se você usa o Orkut ou o Gmail, experimente o Google Reader -- um agregador de notícias que permite que você divulgue posts interessantes para sua rede de relacionamento.

Aceite o fato de que, agora, você é um formador de opinião.

Seja mídia!

Como VEJA escolhe seus entrevistados

No mesmo dia em que o Governo do Distrito Federal entregou R$ 442 mil à editora Abril pela assinatura da revista "VEJA em Sala de Aula" para as escolas públicas, a VEJA publicou uma entrevista laudatória com o governador José Roberto Arruda.

Com o título "Ele deu a volta por cima", a revista começa dizendo que "Depois de amargar uma imensa rejeição provocada por medidas de austeridade, o governador do Distrito Federal diz que é possível ser popular sem ceder às tentações do populismo", e segue leventando a bola para o governador cortar.

Leia a entrevista e constate que se trata de uma página de propaganda transvestida em jornalismo. É um anúncio pago com o dinheiro público.

Quantas páginas de VEJA não o são? (Ok... algumas são pagas com dinheiro privado. Mas de onde vem esse dinheiro? ;))

Saiba mais no blog do Nassif.

2009-07-22

"Reportagem da Folha sobre gripe suína é totalmente furada; uma irresponsabilidade"

"Domingo, 19 de julho, capa da Folha de S. Paulo:
Gripe suína deve atingir ao menos 35 milhões no país em 2 meses

Domingo, 19 de julho, caderno Cotidiano da Folha de S. Paulo:
Gripe pode afetar até 67 milhões de brasileiros em oito semanas

Difícil o cidadão comum ler essas manchetes, e não se apavorar. Quem ainda tem na memória a epidemia midiática de febre amarela de 2008, é impossível não se indignar. Um verdadeiro crime contra a saúde pública foi cometido pela mídia corporativa. O pânico desencadeado pela combinação de má-fe e incompetência de grande parte da imprensa levou milhões de pessoas a se vacinar inutilmente e a correr riscos desnecessários devido aos efeitos colaterais. Duas morreram estupidamente.

Fazer política com notícias de saúde pode matar. E a julgar pela matéria de domingo passado sobre influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína, parece que a lição não foi devidamente aprendida." (Fonte: Blog do Azenha)


Comentário de um leitor:

"Pode afetar 67 milhões, mas também não pode.
Pode chegar a 120 milhões, mas pode ser menor.
A ficha da Dilma pode ser falsa, mas não podemos confirmar.
É o padrão "testando hipóteses" do Ali Kamel.
A FOLHA ESTÁ ENTREGUE ÀS MOSCAS..."

2009-07-21

E se os jornais desaparecerem?

"E se os jornais desaparecerem? Muita gente, repórteres e editores, principalmente, têm alertado para essa possibilidade, que parece estar já à vista. E declaram, em altos brados, "Vocês lamentarão muito!" Para economizar 50 centavos ou um mil réis, dizem, ficaremos sem o conhecimento crucial do qual vivem todos os cidadãos bem-informados das democracias que prestam. (...)

A guerra sobre o suporte físico está superada. É espantosamente mais barato publicar na Web: isso não se discute. Os jornais do futuro, sejam quais forem os conteúdos ou o proprietário, serão lidos em telas – que variarão, mas serão sempre telas: de monitor de computador, de um Kindle, iPhone, ou outras "plataformas" ainda por inventar e desenvolver." (Fonte: Blog do Azenha)

Gripe Suína e o alarmismo na mídia

Esta foi publicada no FBI (Festival de Besteiras da Imprensa):

O UOL entrevistou o infectologista David Uip, que ofereceu uma visão bastante equilibrada sobre o assunto:

"1. O número de mortos - embora indesejável - é insignificante (0,4%) e ele garante que é muito menos que isso.

2. A população tem que estar informada, autoridades sanitárias vigilantes, nós na ponta atendendo os doentes ... mas isso não pode gerar pânico.

3. O número de casos vai aumentar, é óbvio (digo eu)

4. O Brasil está mostrando que tem estrutura para enfrentar a doença. (...)

Apesar dessa fala precisa e equilibrada, o UOL conseguiu destacar uma frase para pânico: "Número de casos deve aumentar no país"" (Fonte: FBI)

2009-07-20

Venda de netbooks deve dobrar este ano

De acordo com a DisplaySearch, a venda de netbooks deve chegar a 32 milhões de unidades, quase o dobro dos 16 milhões do ano passado. (A DisplaySearch define netbook como sendo um computador portátil com tela de até 12 polegadas).

Netbooks também vão representar uma parcela significativa da venda total de laptops, que chegará a 130 milhões -- o mesmo que o ano passado.

Compradores buscam netbooks principalmente devido ao baixo preço e mobilidade.

(Fonte: PC World)

Leia mais sobre netbooks.

2009-07-17

Microsoft ameaça usuários de Linux

A Microsoft é uma empresa monopolista já condenada por práticas abusivas.

Até hoje eles se contentaram em vender licencas de softwares. Agora, com a ascencão de alternativas livres como o Linux, eles passarão a ameacar os fabricantes que incluirem o sistema operacional alternativo.

Com isso, o custo do Linux não apenas torna-se mais alto, como o dinheiro vai para os bolsos da Microsoft.

Primeiro, foi a fabricante de GPS holandesa, TomTom; agora é a vez do Melco Group:

"A manufacturer of Linux-based networking devices has agreed to pay an undisclosed sum to Microsoft (NSDQ: MSFT) in order to settle a patent claim, Microsoft disclosed Wednesday.

Under the agreement, Melco Group will pay the sum to Microsoft in exchange for indemnity coverage for its Buffalo brand Network Attached Storage devices and routers. The patent indemnification covers Melco and its customers." (Fonte:InformationWeek)


Seja livre. Use Linux.