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2010-05-14

Autorregulamentação da imprensa resolve alguma coisa?

A imprensa tradicional rejeitou qualquer possibilidade de controle social da mídia. Mas agora que a credibilidade da imprensa está indo para o esgoto (basta ler alguns dos posts abaixo), a imprensa fala de "autorregulamentação". Mas será que isso resolve?

"Como se sabe, a autorregulamentação da imprensa – que agora é proposta pelos empresários brasileiros – é praticada nas democracias representativas há quase um século. Isso mesmo: quase um século! Os códigos de autorregulamentação existem, por exemplo, nos Estados Unidos, desde a década de 1920. Uma das recomendações do relatório final da famosa Hutchins Commission, em 1947, foi exatamente a autorregulamentação da mídia (cf. A Free and Responsible Press, The University of Chicago Press, 1947). (...)

E qual é o resultado dessa quase centenária experiência de autorregulamentação?

Na avaliação da professora Campbell, a "autorregulamentação raramente cumpre o que promete, embora em alguns casos, tenha sido bem sucedida como um suplemento à regulação do governo"." (Fonte: Observatório da Imprensa)


Eu vou um pouco mais além: qualquer um que tenha assistido ao "jornalismo" da Fox News (carinhosamente apelidada de "Faux News") nos EUA, sabe que a autorregulamentação falhou absolutamente.

Ou seja: como resposta à perda de credibilidade, a mídia passou a defender uma solução que não vai resolver nada.

2010-03-03

Folha de S. Paulo maquia dados sobre o PAC

A Folha publicou ontem que o "Governo maquia dados e esconde atraso do PAC".

Há alguns anos, a notícia ficaria sem resposta. Quando muito, teria um parágrafo afirmando que o jornal procurou o outro lado, que negou as acusações.

Hoje temos acesso imediato à resposta:

"NOTA À IMPRENSA

Folha de S. Paulo maquia dados sobre o PAC

1. São infundadas e inaceitáveis as acusações do jornal Folha de S. Paulo (02.03.2010) a respeito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Se existe “maquiagem” ou tentativa de “esconder” informações em relação ao PAC, ela está na reportagem do jornal, e não nos balanços periódicos do Programa.
2. A Casa Civil da Presidência da República reitera que não há hipótese de manipulação das informações dos nove relatórios do PAC. Os balanços são transparentes e sempre foram amplamente divulgados e exaustivamente analisados pela imprensa. Tanto é assim que, a partir deles, a própria Folha pode fazer sua pesquisa e sua pauta para a elaboração da reportagem. Além disto, os dados estão disponíveis a qualquer interessado na internet.
3. Todas as alterações de cronogramas das ações do PAC estão registradas nos balanços, como, aliás, admite a própria Folha ao longo do texto: “(…) em consultas ao primeiro balanço oficial do PAC, de maio de 2007, e aos oito seguintes (…) descobre-se que muitas das obras (…) passaram por uma revisão de metas e tiveram seu prazo de conclusão dilatado…”
4. Os balanços do PAC sempre fizeram referência às ações desenvolvidas dentro do Programa, classificando seu andamento como “adequado”, “atenção” ou “preocupante” de acordo com os riscos apresentados à execução de cada uma.
5. Mesmo alertada sobre esse critério objetivo, a Folha optou pelo caminho da manipulação ao selecionar uma amostra parcial de 75 ações do primeiro balanço (de um total de 1.646) para concluir, de maneira premeditada, que 75% das ações do PAC estão atrasadas. A Folha erra ao tomar o resultado de uma amostra e aplicar o percentual sobre o total de ações.
6. O fato é que das 2.471 ações monitoradas, metade foi concluída, 44% estão com ritmo adequado de execução, 5% em atenção e 1% em situação preocupante. Se metade foi concluída, como poderia haver 75% atrasadas?
7. A verdade é que, em valor, 40,3% das ações foram concluídas, representando investimentos de R$ 256,9 bilhões. Somados às ações em andamento, os investimentos do PAC, de 2007 a 2009, totalizaram R$ 403,8 bilhões – 63,3% da meta até o final de 2010.
8. Já o desmembramento de algumas ações (que o jornal chama de “fatiamento”) deve-se a sua complexidade e visa a aprimorar seu monitoramento. É o caso, por exemplo, da duplicação da BR 101 Nordeste, obra de mais de 1.000 Km de extensão, atravessando seis estados, e com diferentes estágios de execução." (Fonte: Assessoria de imprensa da Casa Civil)


Interessante o fato de que a Folha selecionou 75 ações (de um total de 1.646) para concluir que 75% das ações do PAC estão atrasadas.

Mas com a velocidade da internet, os factóides não páram de pé -- e a imprensa perde mais um pouco de seu principal ativo, que é a credibilidade.

2010-03-01

Internet ultrapassa jornais como fonte de notícias nos EUA

"A Internet ultrapassou os jornais como forma primária para receber notícias, segundo o Pew Internet & American Life Project. Isso faz com que a Internet se torne a terceira plataforma de notícias mais popular.

Emissoras de TV nacionais e locais continuam a dominar o ciclo de notícias para a maioria dos americanos, mas a Internet está agora em terceiro na lista, à frente de jornais nacionais e locais.

Pew aponta que os consumidores que não se baseiam apenas em jornais e programas de televisão são muito mais interativos com as notícias também. Um terço das pessoas com telefones celulares, dizem obtêm suas notícias ao celular, e 37 por cento das pessoas com acesso à Internet relataram ter contribuído para a criação de notícias, comentando, ou divulgando.

E mesmo que nem todos comentem ou enviem notícias, esse método ainda é bastante eficaz para a população em geral. Três quartos das pessoas que consomem notícias on-line disseram fazê-lo graças a e-mails ou posts em sites de mídia social." (Fonte: Ars Technica)

2010-02-12

Arruda: Amarela com Veja estimulou denúncia

Vocês se lembram daquelas páginas amarelas da Veja, em que Arruda posava de político honesto e incorruptível? Pois é, parece que aquela foi a gota d'água para que ele fosse denunciado.

"No gabinete de Durval Barbosa, a PF encontrou as páginas de duas reportagens sobre Arruda na imprensa, as duas com anotações de Sombra. Em uma delas, publicada pela revista Veja em julho do ano passado, o jornalista sublinhou um trecho da entrevista onde Arruda fala de ética e de como não permite atos de corrupção em seu governo." (Fonte: Blog do Nassif)


É muita mentira e hipocrisia. Como é que alguém ainda tem coragem de assinar esse lixo chamado Veja?

2009-12-19

Quem patrocina a VEJA?

Que a VEJA é um panfleto sem pretensões jornalísticas, ninguém duvida. Mas às vezes a cara de pau surpreende.

Na última edição da revista (2144, de 23 de dezembro de 2009), VEJA publica um artigo intitulado "A hora de Serra". Mostrando uma foto do governador sorridente, ao lado de Aécio, e com a legenda "Harmonia tucana", o artigo diz:

"O governador de Minas, Aécio Neves, abre o caminho para que seu colega paulista seja o candidato do PSDB à Presidência em 2010. Mas o mineiro ainda pode aparecer nessa chapa"

O artigo diz que o mineiro é "muitíssimo bem avaliado em seu estado e festejado por políticos em todo o país", enquanto "Serra personifica a esperança de alternância de poder no Brasil".

Já Dilma, "passou a semana preocupada em apagar um incêndio criado pelo presidente Lula", tendo que "cuidar para que a definição do seu companheiro de chapa não se transforme em pesadelo".

O maior anunciante

O maior anunciante de VEJA dessa semana, com 20 (vinte!) páginas de anúncios pagos, foram as Sandálias Havaianas.

Ao anunciar em VEJA a empresa atinge, talvez, 1% da população de maior poder aquisitivo. Mas patrocinam um veículo de comunicação engajado em uma guerra contra um governo apoiado por 80% da população.

Minha proposta é a seguinte: se você apóia o presidente Lula, não compre Havaianas esse verão. Isso inclui, naturalmente, as compras de férias e natal.

Semana que vem, veremos outros anunciantes de produtos populares que patrocinam as mentiras de VEJA.

2009-12-11

Folha de S. Paulo quer censurar banners de protesto

Depois da ficha falsa da Dilma, do editorial da ditabranda, e da matéria de César Benjamin, a folha tenta censurar os banners que surgiram em legítimo sinal de protesto.

Aqui estão os banners censurados pela Folha.

Divulgue!

Lições da Crise Que Não Foi

"Este gráfico ilustra bem o que aconteceu. A curva azul mostra o consumo das famílias brasileiras, num ritmo constante de crescimento. Dá para ver uma CRISE no gráfico em azul ?

Só com uma lupa, a pequena queda em Outubro de 2008. Em Janeiro, como afirmei com todas as letras, a crise já havia passado.

O gráfico em vermelho é a produção industrial, totalmente em descompasso com as vendas de varejo.

As empresas e seus administradores simplesmente pararam de produzir, demitiram gente, e só em janeiro mudaram de idéia, mas já era tarde." (Fonte: Stephen Kanitz)


2009-11-30

Da recessão ao boom econômico em 4 meses

Há apenas 4 meses, a Folha de São Paulo estampava na capa: Brasil está em recessão. A própria folha se desmentiu em agosto, ao dizer que a recessão acabou em maio -- antes, portanto, de começar.

Mas o tempo passa, e mostra que a Folha errou ainda mais feio.

FGV: BRASIL ESTÁ EM FASE DE "BOOM" ECONÔMICO

"SÃO PAULO - As expectativas de especialistas da América Latina sobre a economia da região melhoraram e continuam apontando para um cenário positivo, apesar de a análise para a situação atual ainda ser desfavorável. Para o Brasil, a situação é muito positiva e o país se encontra em fase de "boom" econômico, conforme sondagem feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com o instituto alemão Ifo.

O Índice de Clima Econômico (ICE) da América Latina avançou de 4 pontos em julho para 5,2 pontos em outubro, superando pela primeira vez desde janeiro de 2008 a média dos últimos dez anos, que é de 5,1 pontos. Segundo a metodologia do indicador, em uma escala de 1 ponto a 9 pontos. Marcações acima de 5 indicam otimismo; abaixo deste número, pessimismo."


Empresário saiu da fase de incerteza para confiança no futuro

"O ICI (Índice de Confiança da Indústria) voltou aos níveis pré-crise mundial em novembro e já aponta para uma forte recuperação em 2010, avalia a FGV (Fundação Getúlio Vargas), responsável pela pesquisa. "O ICI já está antecipando a recuperação da indústria nos próximos meses", disse Aloisio Campelo, coordenador de sondagens conjunturais do Ibre-FGV.

O índice chegou a 109,6 pontos neste mês, acima da média histórica (de 100,3), e em alta de 2,4%, ante outubro deste ano, na série com ajuste sazonal. Na comparação com novembro de 2008, e sem ajuste, a elevação foi de 35,1% --a maior desde julho de 2004."


Como bem observa o Stephen Kanitz:

"Há uma enorme diferença entre "estamos em recessão" de junho de 2009, e estamos em "boom econômico", em novembro de 2009.

Nenhuma economia passa de recessão para boom em 4 meses, nem de crise para boom. Uma das afirmações está incorreta, mas qual?"

Protesto contra a baixaria da Folha

"O blogueiro Eduardo Guimarães, presidente da ONG Movimento dos Sem Mídia (MSM), está preparando um protesto em frente ao jornal Folha de São Paulo, neste próximo sábado, dia 5 de dezembro, às 10 horas da manhã." (Fonte: Óleo do Diabo)

2009-09-20

Publicação pós-Mídia

Excelente artigo de Paul Graham, sobre o declínio da venda de "conteúdo": na verdade, as empresas tradicionais nunca venderam conteúdo, mas mídia (papel, cds, etc).

"Publicações de todos os tipos, de notícias a música, reclamam que consumidores não querem mais pagar por conteúdo. Pelo menos é assim que eles vêem a questão.

O fato é que os consumidores nunca pagaram por conteúdo, e publicações não estavam vendendo isso.

Economicamente, a mídia impressa estava no negócio de vender papel. (NT: assim como a indústria fonográfica estava no negócio de vender discos de plástico.)

A algum tempo atrás eu encontrei um amigo em um Café. Eu levava comigo uma cópia do New York Times, que eu ainda compro ocasionalmente nos fins de semana. Ao ir embora, ofereci o jornal a ele, como já havia feito inúmeras vezes em situacões semelhantes. Mas dessa vez algo novo aconteceu. Senti aquela sensação estranha que você tem ao oferecer algo sem valor para alguém. 'Você quer, hmm... uma cópia impressa das notícias de ontem?' eu perguntei. Ele recusou.

Agora que a mídia está evaporando, publicações não tem mais nada para vender. Alguns parecem acreditar que eles irão vender conteúdo - que eles sempre estiveram nesse negócio. Mas eles não estavam." (Fonte: Paul Graham)

2009-08-14

Noblat: Ou Lina recua ou Dilma fica encrencada

Vocês se lembram como Noblat era cuidadoso ao falar dos "supostos" crimes cometidos por Daniel Dantas, e tão rápido em condenar Protógenes Queiroz?

Veja mais um exemplo mais recente:

"Se o palácio nada diz é porque houve o encontro, é óbvio.

Se houve, Dilma mentiu ao negá-lo.

Se mentiu será muito fácil até para os mais ingênuos acreditar no resto da história contada por Lina." (Fonte: Blog do Noblat)


Bem diferente do tratamento dado ao banqueiro condenado Daniel Dantas.

Por quê, Noblat?

2009-07-28

O papel e a web

"A leitura dos comentários postados nas áreas de debates de blogs e sites noticiosos, inclusive neste Observatório, pode induzir o observador a concluir que o Brasil está dividido em dois grupos políticos radicais, irredutíveis e inconciliáveis.

Um deles apóia incondicionalmente o presidente da República, mesmo quando ele defende o indefensável presidente do Senado, odeia o presidente do Supremo Tribunal Federal e acha que a imprensa não merece confiança.

O outro grupo condena liminarmente tudo que diz ou faz o presidente da República, independentemente de seus recordes de popularidade e seus indicadores de acertos, tem o presidente do STF em alta conta e parece acreditar em tudo que a imprensa publica. (...)

A leitura dos jornais e revistas dá a impressão de que o Brasil se caracteriza por uma opinião majoritária e claramente oposicionista. As seções de cartas dos leitores, se fossem tomadas como referência da opinião pública, revelariam um cenário absolutamente oposto ao que demonstram as pesquisas.

Articulistas, colunistas, entrevistados e humoristas em geral que têm espaço garantido na mídia tradicional alinham-se quase absolutamente de um lado dessa linha divisória, o que faz a imprensa parecer um linguado, aquele peixe que tem os dois olhos de um lado só.

Quem quiser conhecer o outro lado tem que acessar a internet. O Brasil de verdade não está no papel." (Fonte: Observatório da Imprensa)

2009-07-26

Seja mídia!

Até poucos anos atrás, a mídia tradicional era o quarto poder inquestionável.

Era responsável por criar e destruir reputações, e não havia maneira de responder à altura contra os ataques recebidos.

Hoje, temos uma blogosfera ativa, movida por indivíduos e até mesmo empresas interessados em mostrar "o outro lado" -- tudo aquilo que não é mostrado na imprensa tradicional.

No Brasil, o jornalista Luis Nassif foi o primeiro a expor, de forma organizada e sistemática, a degradação de um veículo de comunicação: a revista VEJA.

Muitas das hipóteses descritas por Nassif, sobre a atuação suspeita da revista em anos anteriores, puderam ser comprovadas na prática durante a cobertura da Operação Satiagraha.

Neste episódio pudemos perceber como a VEJA se dedicou em lançar factóides para desacreditar o trabalho da Polícia Federal, ao mesmo tempo em que buscava proteger o banqueiro Daniel Dantas. A situação chegou ao limite do ridículo quando, na edição retrospectiva de 2008, a revista VEJA dedicou uma página para esculhambar o delegado Protógenes Queiroz, e nem uma única página contra o banqueiro investigado.

Foram lançadas inúmeras cortinas de fumaça, todas elas desmontadas rapidamente pela blogosfera. E os fatos, passados de email para email, exerceram pressão suficiente para que o banqueiro fosse condenado.

O fenômeno da degradação da mídia continua.

Mas você pode ajudar a construir uma mídia independente. Escreva um blog. Filtre e publique notícias relevantes. Se você usa o Orkut ou o Gmail, experimente o Google Reader -- um agregador de notícias que permite que você divulgue posts interessantes para sua rede de relacionamento.

Aceite o fato de que, agora, você é um formador de opinião.

Seja mídia!

Como VEJA escolhe seus entrevistados

No mesmo dia em que o Governo do Distrito Federal entregou R$ 442 mil à editora Abril pela assinatura da revista "VEJA em Sala de Aula" para as escolas públicas, a VEJA publicou uma entrevista laudatória com o governador José Roberto Arruda.

Com o título "Ele deu a volta por cima", a revista começa dizendo que "Depois de amargar uma imensa rejeição provocada por medidas de austeridade, o governador do Distrito Federal diz que é possível ser popular sem ceder às tentações do populismo", e segue leventando a bola para o governador cortar.

Leia a entrevista e constate que se trata de uma página de propaganda transvestida em jornalismo. É um anúncio pago com o dinheiro público.

Quantas páginas de VEJA não o são? (Ok... algumas são pagas com dinheiro privado. Mas de onde vem esse dinheiro? ;))

Saiba mais no blog do Nassif.

2009-07-22

"Reportagem da Folha sobre gripe suína é totalmente furada; uma irresponsabilidade"

"Domingo, 19 de julho, capa da Folha de S. Paulo:
Gripe suína deve atingir ao menos 35 milhões no país em 2 meses

Domingo, 19 de julho, caderno Cotidiano da Folha de S. Paulo:
Gripe pode afetar até 67 milhões de brasileiros em oito semanas

Difícil o cidadão comum ler essas manchetes, e não se apavorar. Quem ainda tem na memória a epidemia midiática de febre amarela de 2008, é impossível não se indignar. Um verdadeiro crime contra a saúde pública foi cometido pela mídia corporativa. O pânico desencadeado pela combinação de má-fe e incompetência de grande parte da imprensa levou milhões de pessoas a se vacinar inutilmente e a correr riscos desnecessários devido aos efeitos colaterais. Duas morreram estupidamente.

Fazer política com notícias de saúde pode matar. E a julgar pela matéria de domingo passado sobre influenza A (H1N1), popularmente conhecida como gripe suína, parece que a lição não foi devidamente aprendida." (Fonte: Blog do Azenha)


Comentário de um leitor:

"Pode afetar 67 milhões, mas também não pode.
Pode chegar a 120 milhões, mas pode ser menor.
A ficha da Dilma pode ser falsa, mas não podemos confirmar.
É o padrão "testando hipóteses" do Ali Kamel.
A FOLHA ESTÁ ENTREGUE ÀS MOSCAS..."

2009-07-21

E se os jornais desaparecerem?

"E se os jornais desaparecerem? Muita gente, repórteres e editores, principalmente, têm alertado para essa possibilidade, que parece estar já à vista. E declaram, em altos brados, "Vocês lamentarão muito!" Para economizar 50 centavos ou um mil réis, dizem, ficaremos sem o conhecimento crucial do qual vivem todos os cidadãos bem-informados das democracias que prestam. (...)

A guerra sobre o suporte físico está superada. É espantosamente mais barato publicar na Web: isso não se discute. Os jornais do futuro, sejam quais forem os conteúdos ou o proprietário, serão lidos em telas – que variarão, mas serão sempre telas: de monitor de computador, de um Kindle, iPhone, ou outras "plataformas" ainda por inventar e desenvolver." (Fonte: Blog do Azenha)

Gripe Suína e o alarmismo na mídia

Esta foi publicada no FBI (Festival de Besteiras da Imprensa):

O UOL entrevistou o infectologista David Uip, que ofereceu uma visão bastante equilibrada sobre o assunto:

"1. O número de mortos - embora indesejável - é insignificante (0,4%) e ele garante que é muito menos que isso.

2. A população tem que estar informada, autoridades sanitárias vigilantes, nós na ponta atendendo os doentes ... mas isso não pode gerar pânico.

3. O número de casos vai aumentar, é óbvio (digo eu)

4. O Brasil está mostrando que tem estrutura para enfrentar a doença. (...)

Apesar dessa fala precisa e equilibrada, o UOL conseguiu destacar uma frase para pânico: "Número de casos deve aumentar no país"" (Fonte: FBI)

2009-07-11

Títulos opostos para a mesma realidade

"Lições de jornalismo, de como se pode ser honesto ou mentiroso, temos todos os dias. Já estamos acostumados. Mas não deixei de ter um abalo há pouco, na segunda-feira (6/7). Pisquei os olhos e balancei a cabeça, como estivesse com sono porque, no UOL, se anuncia: Preço da cesta básica sobe em junho em 12 das 17 capitais.

No G1, temos: Cesta básica ficou mais barata na maioria das capitais no semestre, mostra Dieese.

Note-se que ambos os veículos têm a mesma fonte e as mesmas pesquisas nas mesmas cidades brasileiras. Onde a diferença? Está na edição, que é o mais novo nome para a má-fé. Destaca-se, pesca-se, o que se quiser de uma informação. Entendemos agora por que a Petrobras mantém o seu blog. A fonte virou pretexto. Depois reclamam quando ela seca." (Fonte: Observatório da Imprensa)

2009-06-27

Lula participa do Fórum Internacional de Software Livre

"Durante o fórum, Lula e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, fizeram um balanço dos investimentos federais nas áreas de implantação de software livre e programas de inclusão digital em órgãos públicos e em programas para a sociedade.

"Podem ficar certos que neste governo é proibido proibir. O que nós fazemos é discutir. Os empresários sabem que nós discutimos sem rancor e sem mágoa", disse o presidente, ao defender a liberalização do software, acrescentando que o governo calcula uma economia de R$ 370 milhões com a implantação do software livre desde o início do governo Lula, em 2003." (Fonte:G1)


"O presidente ouviu no fórum críticas ao projeto do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que trata de crimes eletrônicos. Os críticos defendem que o governo vete o projeto por entender que ele fere a privacidade do usuários da Internet ao prever sua identificação.

"Essa lei não visa corrigir abusos na Internet. Na verdade, quer fazer censura. Precisamos responsabilizar as pessoas, mas não proibir ou condenar", reagiu Lula, que disse ver interesse policialesco no projeto." (Fonte: Globo)

2009-06-26

No Senado não há inocentes

Excelente análise de Lucia Hippolito:

"Por cumplicidade, conivência, omissão ou mesmo descaso, todos o senadores e senadoras estão envolvidos na lama que escorre por todos os poros do Senado Federal.

Durante décadas, receberam as benesses sem saber de onde vinham. Durante décadas utilizaram dinheiro público indevidamente, sem se preocupar com as razões.

Claro que há diferenças. Não se pode reunir no mesmo saco senadores que apenas não se preocuparam em saber se um ato assinado por eles tinha sido ou não publicado, junto com aqueles que privatizaram o Senado Federal para seus próprios interesses e de suas famílias. (veja abaixo a lista dos 37 senadores beneficiados e dos membros da mesa que assinaram atos secretos)

O que suas Excelências parecem resistir a compreender é que os tempos são outros. (...)

Hoje não há mais necessidade de esperar oito anos para julgar o desempenho de um senador. São julgados minuto a minuto. A TV Senado, os emails, os blogs, o twitter, as notícias em tempo real, tudo isto transformou o eleitor, sobretudo o mais jovem e mais antenado, num juiz do comportamento de seus representantes.

Senadores com empregados particulares pagos com recursos públicos através do orçamento do Senado. Senadores com familiares empregados com recursos públicos através do orçamento do Senado.

Senadores se apropriando de verbas indenizatórias através de atos secretos.

Planos de saúde para ex-senadores e familiares garantidos por atos secretos.

É um sem-fim de irregularidades.

Não se pode responsabilizar apenas os agora ex-diretores. Os senadores também são responsáveis.

Em tempo: ano que vem tem eleição. Dos 81 senadores, 54 terão que se apresentar aos eleitores para renovar o mandato.

E o mandato de senador é distrital. Ninguém pode se beneficiar de sobras eleitorais, quocientes elevados ou puxadores de legenda.

Estão todos ameaçados. Vamos ver no que dá." (Fonte:Blog da Lucia Hippolito)